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domingo, outubro 17, 2021
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    Profecia sobre um diamante

    Anos atrás, Valdir Atleticano, técnico e treinador de futebol, no exercício de suas atividades, vendo a atuação de um garoto delgado, percebeu que ali estava uma revelação. O garoto tinha excelente visão de campo e sabia fazer gols como poucos!

    Percebendo o talento em campo, Valdir sugeriu que ele jogasse nomeio de campo! E o apresentou ao mecenas do futebol de Lagoa da Prata, o Sr. José Antônio Vidal. Este, quase imediatamente, encaminhou o jovem atleta Gilberto Silva para Belo Horizonte.

    Gilberto Silva

    Porém, antes que ele se instalasse de vez em Belo Horizonte, precisou voltar a Lagoa da Prata. Foi logo contratado pelo time da Arce (Associação Recreativa dos Colaboradores da Embaré). Graças a Deus, o futebol mineiro percebeu nele o talento nato e, em pouco tempo, nosso atleta retornava à Capital de Minas Gerais.

    Uma vez em Belo Horizonte, Gilberto Silva encontra outro mecenas do futebol, Toninho Sampaio, outro filho de Lagoa da Prata que o abrigou em sua casa. Pela vontade de Valdir, é claro que Gilberto Silva jogaria no Atlético Mineiro, mas ele começou mesmo foi no América!

    Por essa época, o rifeiro José Maria Nunes, o Zezinho, se encontrava em Porto Velho, capital de Rondônia, onde aconteceu um jogo entre o América Mineiro e o time local. Convencido por outro rifeiro e “profeta” de nome Deyvison, em ir ao estádio para ver o jogo, para ver o conterrâneo Gilberto Silva atuando.

    E não é que o time mineiro deu o show e fez 3X0 no time local?! Fim de jogo e continuação da festa para os rifeiros, para desgosto da torcida local! Deyvison, vendo a atuação de Gilberto Silva, profetizou que ainda haveria de vê-lo jogando na Seleção Brasileira, embora nesta época ainda a sua contratação até mesmo pelo Cruzeiro ou Atlético!

     Nesse dia, Deyvison foi presenteado por Gilberto Silva com uma camisa do América! E o fato é que, sem muitas explicações, nosso atleta chegou ao Atlético Mineiro, quando então o treinador Valdir ficou rouco de tanto gritar que “sabia que este garoto iria longe!”

    Depois disso, Gilberto Silva caiu nas graças do técnico Filipão que, reconhecendo seu valor e talento, deixou para trás o Romário jogador já consagrado pela fama.

    Trajetória de Gilberto Silva

    O zagueiro e um volante, pentacampeão mundial de futebol, Gilberto Silva, é de lagoa da Prata. Jogador experiente, com currículo internacional, tornou-se referência no futebol e não foi à toa.

    Em 18 anos de carreira foram cinco clubes defendidos e claro, a seleção brasileira, com três copas do mundo e vários campeonatos nacionais. “Sou o filho mais velho de início da Silva e de Maria Isabel irmão de Jane, Jucélia e Joelma. Até os 12 anos, morei com minha família em uma vila de trabalhadores chamada Luciânia, localizada a cerca de 5 km de lagoa da Prata.

    Na época, meu pai trabalhava em uma usina de açúcar que tinha o mesmo nome da vila e, depois de uma grande, e 1989, ele foi demitido juntamente com outros empregados” Conta Gilberto sobre sua infância.

    Após a demissão do país surgiu a possibilidade de comprar uma pequena casa na cidade. Apesar do pouco dinheiro que a família tinha, conseguiram adquirir um imóvel, mas não sobrou para fazer a reforma. Gilberto então teve de dividir o quarto com as irmãs durante anos, mas, ao notar a situação, resolveu começar a trabalhar aos 11 anos.

    A primeira experiência na colheita de café em uma fazenda da região, mas o menino era esforçado e não parou por aí. “Aos 12 anos passei a reformar sofás e com 13 anos tive uma chance como servente de pedreiro essa oportunidade surgiu graças ao senhor José Antônio Vidal dono da escolinha onde eu ia jogar futebol,” lagoa futebol clube”.

    Mesmo trabalhando durante a semana, eu arrumava um tempinho para jogar bola e continuar meus estudos à noite”, lembra o jogador. Em 1990 senhorita Maria Isabel adoeceu ao ponto que foi preciso então parar os estudos para cuidar das irmãs.

    “Continuei trabalhando para custear as despesas com tratamento de saúde dela, mas não deixei de jogar futebol em 1993, com 16 anos, surgiu uma oportunidade de fazer um teste no Atlético Mineiro, mas não passei. Alguns meses depois fiz um teste no América mineiro e foi aprovado”, conta Gilberto que ficou no time durante cinco meses por causa novamente dos cuidados que tinha com a mãe.

    Retornou para lagoa da Prata e foi trabalhar em uma fábrica de doces, por lá ficou dois anos. Em 1996, retornou a América, onde jogou até 1999. “No mesmo ano, depois de uma disputa entre o Cruzeiro e o Atlético, sem nenhum contrato com o galo”, destaca o jogador que ficou no time Atlético Mineiro de 2000 a 2002.

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    Mas o sucesso maior estava por vir. Em 2002 foi convocado para seleção brasileira na Copa do Mundo da Coréia Japão o Mineiro foi titular em todos os jogos da campanha do penta campeonato sendo responsável pelo passe que resultou no gol de Ronaldo contra a Turquia classificando o Brasil para final. Ele jogou tão bem que ganhou os olhares do mundo. “Após a Copa foi transferido para o Arsenal da Inglaterra ponto no clube inglês permanece por seis anos e contribuir para a conquista, de forma Invicta do título da temporada 2003/2004.

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    Invencibilidade durou por 49 partidas sendo até hoje a maior da história do futebol inglês”, lembra o jogador que voltou a seleção brasileira na copa de 2006 na Alemanha e em 2008 foi morar na Grécia e jogar no Panathinaikos “em 2010, conquistei o campeonato grego e a Copa da Grécia.

    No ano seguinte, voltei para o meu país vestindo a camisa do Grêmio de Porto alegre, onde permaneci por um ano e meio”, contra o jogador que também foi convocado novamente para a copa de 2010 na África do Sul Como um bom filho à casa torna, em 2013, Gilberto voltou Atlético Mineiro.

    A participação dos jogadores no time foi decisiva para a conquista inédita da Copa libertadores da América. A presença dele sua força inspirou os demais jogadores que reconheceram nele a força de um líder.

    Mas como todos tem dias de glória e dias de desafios, o Mineiro sofreu uma lesão no joelho direito e teve que se submeter a cirurgias. A recuperação foi longa e ele voltou aos Gramados, se aposentou aos 39 anos, como a carreira vitoriosa e de ascensão através do esporte.

    Sem esquecer da cidade Natal, realiza todos os anos a “Lagoa da Prata solidária”, onde reúne jogadores e celebridades para uma partida com fins solidários sempre ajudando instituições de caridade. Gilberto saiu dos gramados, mas não abandonou futebol. É consultor internacional e empreendedor.

    “Todos nós podemos contribuir com futebol, nós queremos um futuro melhor para o torcedor. Tem muita gente matando a paixão pelo futebol, e elas precisam ser punidas. As crianças têm que ir para o campo para torcer, vibrar, sem desconfiança.

    Fonte Revista Folha de Lagoa

    Nunca tinha assistido um momento desses, como está hoje, com essa quantidade de corrupção. Isso tem que mudar. Nunca vou deixar de dar minha opinião”, anunciou aposentadoria em 11 de dezembro de 2015.

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