22.3 C
Lagoa da Prata
domingo, outubro 17, 2021
spot_img
Mais

    Últimas Notícias

    Fazenda da estiva hoje só na Memoria

    E esta estrada nos leva até a cidade! Levanto o meu olhar e vejo toda a estrada, todas as curvas, consigo ver todas as porteiras que começavam aqui no Zé Miranda e vão até a Fazenda da Estiva.

    Pelas goiabas brancas da beira da Lagoa Verde eu tinha preferência, e daquelas frutas do campo não consigo esquecer! Mas as roçadas e queimadas levaram à extinção frutas que só existem ali, sabores inesquecíveis como gabiroba de árvore e rasteira, araçá lisa e de pele áspera, olho de periquito e milho de grilo, marmelada de árvore e rasteira, caju do campo, murici, bacupari e bacuparizinho, bacupari de árvore.

    Essas frutas ainda se encontram por aí, algum pé aqui outro ali. Perto do Zé Miranda, na moita de bambu, era o dormitório dos saudosos pássaros pretos que chegavam à tarde, pois chocavam nos buritis, e nas nossas madrugadas faziam a alvorada, pois tinham o dever de ensinar os seus filhotes a cantar.

    Esta moita de bambu se estendia até o fundo de meu quintal. Eu sinto tanta falta desta alvorada, daquela cantoria do meu despertar! Às vezes sinto que tudo isto ficou tão distante, utopia tão constante vive dentro de mim.

    Já ia me esquecendo do senhor Tulinho que saía de fininho, ia tomar suas cachaças e fazer suas arruaças no centro da cidade, mas era sem maldade, em sua casa lhe aguardava sua santa mulher, mãe de ’Terezinha, a bela mulher’.

    Lembro-me do senhor Fifonso Branco que era manco e do Henrique Preto com as famosas histórias de suas pescarias. Não eram índios, mas a mão limpa, com uma vara que na ponta tinha três gachos. Traziam para casa casadas de peixes.

    Conexao Mineira Fazenda da Estiva hoje so na memoria

    Latest Posts

    spot_imgspot_img

    NÃO DEIXE DE VER

    Notícias por e-mail

    Receba nossas atualizações e fique bem informado todo dia.